Seminário Transeducação discute inclusão de pessoas transgênero na academia e no mercado de trabalho - UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Diretoria de Comunicação da Uerj

Na semana em que se celebram o Dia Nacional do Orgulho de ser Trans e Travesti e o Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro recebeu, no dia 15 de maio, o Seminário Interno Transeducando Uerj: ensino superior e empregabilidade. Promovido pela Pró-reitoria de Graduação (PR1), o evento discutiu questões fundamentais para essa parcela da população que ainda enfrenta muitos desafios impostos pela burocracia, pelo preconceito e pela intolerância, para garantir o direito à educação superior – da entrada à permanência nas universidades – e a inclusão no mercado de trabalho.

Segundo o pró-reitor de Graduação da Uerj, Antonio Soares, a proposta da realização do seminário surgiu a partir da audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) conduzida pela professora e primeira deputada estadual (PC do B) transexual da instituição, Dani Balbi, realizada em abril. Soares enfatizou que a discussão sobre o tema “Desafios para o acesso e permanência da população trans e travesti no ensino superior e no mercado de trabalho formal” foi a provocação para trazer o debate também para o ambiente interno da Uerj. “O que ouvi durante a audiência pública me deixou preocupado e me fez pensar sobre a necessidade de realizar algumas ações na Universidade. Eu comentei com o professor Nilton Abranches sobre começarmos a discutir a empregabilidade das pessoas trans e travestis e estabelecermos estratégias para a implementação, de fato, de uma política que dê visibilidade à pauta trans”, ratificou.

Além de Balbi e Soares, participaram do debate a pró-reitora de Assuntos Estudantis da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Joyce Alves; a professora da rede estadual do Ceará e pós-graduanda da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Erikah Souza Alcântara; a professora, jornalista e pós-graduanda da Uerj, Sara Wagner York e os estudantes e representantes da Rede Trans Uerj, a aluna da graduação em Artes Visuais, Alê Teixeira e o aluno de graduação em Ciências Sociais, Samuel Nóbrega.

Direito à dignidade

O preconceito, a intolerância e os ataques sofridos pelas pessoas trans e travestis foram assuntos presentes em todas as falas durante o evento: do bullying sofrido na educação básica, passando pelas ofensas de funcionários e alunos nas universidades até a falta de direitos como o uso do banheiro e a utilização do nome social. “Ao longo da nossa vida a demanda não é só o nome social, não é só o banheiro; é também o direito à dignidade e de usar a roupa que a gente quiser”, declarou Sara Wagner York.

Representando a superintendente de Equidade Étnico-racial e de Gênero (Supeerg), Patrícia Santos, a assessora Rosineide Freitas, professora do CAp-Uerj, enfatizou que, apesar de criada muito recentemente, a Superintendência já está imbuída na tarefa de congregar as muitas ações que a Uerj já faz em prol das pessoas trans e travestis. “Nossa luta é por diversidade, direito, responsabilidade, e que também a Universidade se transvista de outras possibilidades, que não sejam as normativas. A gente já acompanha, por exemplo, o Conselho Estadual pelos Direitos da Comunidade LGBT”, lembrou Rosineide. “A Superintendência está à disposição para, junto às pró-reitorias e ao comitê criado após a audiência pública na Alerj, lutar pelas cotas trans na Uerj. E que a gente possa pensar também a permanência da comunidade trans e travesti na nossa Universidade. Estamos juntes, juntas e juntos”, finalizou.

Fotos: José Claudio Rocha

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